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Como tudo começou, a
história, as conquitas e a origem da cidade
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| Thermas de Lindoya,
foto de 1918 |
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Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Águas de Lindóia,
por Decreto nº 6501, de 19 de junho de 1934, formado de terras desmembradas
do Distrito de Lindóia e com sede no ex-povoado de Termas de Lindóia,
no Município de Lindóia.
Elevado à categoria de município com a denominação
de Águas de Lindóia (ex- Lindóia), por Lei Estadual nº 2456,
de 30 de dezembro de 1953, desmembrado de Serra Negra. Constituído dos
Distritos de Águas de Lindóia e Lindóia.
Fixado o quadro territorial para viogorar em 1954-1958 o Município de Águas
de Lindóia é composto de 2 Distritos: Águas de Lindóia
e Lindóia.
Lei Estadual n° 8092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra do Município
de Águas de Lindóia o Distrito de Lindóia.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído
do Distrito Sede.
Assim permanecendo em Divisão territorial datada de 15-VII-1997. (Fonte:
IBGE).
Águas de Lindóia foi fundada
em 16 de novembro de 1938, mas a cidade
coleciona histórias interessantes anteriores a esta
data e relacionadas ao seu surgimento:
Águas de Lindóia tem início
histórico nos idos de 1728, quando precisamente em
9 de agosto deste ano, o Sr. Manuel de Castro, morador da
praça de Santos, recebeu do governador e capitão
general da Capitania de São Paulo e Minas a carta
doando-lhe essas terras do Ribeirão de Águas
Quentes, em forma de sesmaria. Já nesta época,
pratica-se incipiente termalismo nas águas quentes
desta terra, através dos bandeirantes e tropeiros
que saindo de Bragança Paulista dirigiam-se para o
planalto goiano. Descansavam e cuidavam de seus ferimentos,
levando a fama desta águas para outras regiões
brasileiras.
Bem mais tarde, um clérico de Amparo, Padre Bueno,
tendo curado suas moléstias nestas águas do
Ribeirão de Águas Quentes, resolveu adquirir
estas terras. Com sua morte, seus herdeiros colaterais, leigos
em assunto de medicina, abandonaram as terras.
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| Fazenda Águas Claras,
forte produção de café na época |
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A partir de 1850, quando o café dominava
grande parte de nossas exportações, terras
hoje pertencentes a Amparo, Serra Negra, Socorro e também Águas
de Lindóia, foram retalhados em fazendas de café.
Inúmeras famílias imigrantes européias,
principalmente, italianas, vieram trabalhar como colonos
nestas Áreas.
Até hoje, seus descendentes fazem parte da População
lindoense. A vocação destas terras de águas
quentes, contudo, não seria a agricultura do café.
A beleza de
seu relevo, seu clima temperado e seco, suas águas
miraculosas vão falar mais alto na voz e comando do
grande timoneiro, Dr. Francisco Tozzi, também de família
imigrante.
Dr. Francisco
Antônio Tozzi , nasceu no dia 18 de junho de 1870 em
Benevento na Itália,
formou-se em medicina em Nápoles e veio para o Brasil
em 1900, juntamente com seu tio, o padre Henrique Tozzi.
Mais tarde,
já vivendo em Serra Negra – município a 20km de Águas
de Lindóia - ficou surpreso com a cura de um eczema na perna do seu
tio-padre, então pároco em Lindóia, pelas águas
que jorravam num morro, próximo às Fazendas do Pelado. O local
era chamado de “Águas Quentes”, pois as águas nasciam,
e nascem até hoje, com 28 graus de temperatura Celcius.
Ao
saber que as terras estavam em leilão, adquiriu-as e a partir daí,
iniciou a grande epopéia da história desta Estância Hidromineral
conhecida no mundo todo pelo poder de cura de suas águas
termais.
Em
1913, construiu seu pequeno consultório de pau-a-pique, e em 1914, sua
família mudou-se para a pequena casa que construíra, e assim
foi construindo tudo que era necessário para a auto suficiência
de uma estância de cura e repouso.
Em
1920, já havia um trabalho científico sobre as águas radioativas,
realizado pelo grande médico cientista Dr. Celestino Bourroul. Mas a
fama de nossa água ultrapassou as fronteiras brasileiras quando em 1926,
o Dr. Tozzi recebe a visita da renomada cientista, madame Curie, Prêmio
Nobel de Química, 1926, muito conhecida pelos seus trabalhos no campo
da física radioativa, que, analisando e constatando o valor terapêutico
destas águas radioativas, torna-se conhecida na Europa, principalmente
na França, pelo seu trabalho publicado. Passam a ser numerosas as pesquisas
científicas sobre essas águas e que são apresentadas em
Congressos de Hidro-Climetologia em várias cidades
brasileiras.
Em
1937, no auge da fama, aos 67 anos, morreu o grande batalhador
Dr. Tozzi, e logo em 1938, Termas de Lindóia conseguia a emancipação
político-administrativa de Serra Negra, graças ao eminente político
e médico Dr. Vicente Rizzo, genro do Dr. Tozzi.
Em
1946, o embaixador Macedo Soares, então governador do Estado, conhecendo
a grande projeção desta estância, resolveu desapropriar
as fontes e áreas de terra que as circulavam, evitando assim as grandes
especulações que poderiam ocorrer.
Surgia, então, o plano urbanístico:
ruas foram abertas e asfaltadas, jardins foram feitos, iniciando-se,
em 1954, a construção do novo balneário,
terminado em 1959.
Em 1950, foi declarada de utilidade pública uma Área
para construção de um parque,
atualmente Praça Dr. Adhemar de Barros, e em 1963,
iniciaram-se obras com plano do paisagista Burle Marx.
Hoje, Águas
de Lindóia é a Capital Termal do Brasil, com
uma das maiores redes hoteleiras do País e é internacionalmente
conhecida pelo seu grande potencial de cura, pela hidroterapia
e pelo seu turismo aplicado ao seu repouso e lazer. |