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Curiosidades sobre a
cidade de Águas de Lindóia e sua água
que cura
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| Dr. Francisco Tozzi,
fundador da cidade. |
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O fundador e os Padres Italianos
Em
1900, o padre italiano Carmine D´Angelo, pároco
da cidade de Socorro, cidade vizinha da atual Águas
de Lindóia, escreveu para seus amigos Henrique e Francisco
Tozzi, na Itália, contando sobre as belezas da "América" e
sugerindo que viessem conhecê-las. Assim,
Águas de Lindóia surgiu da aventura do jovem
médico italiano, nascido em
1870 na cidade de Benevento, província de Nápoles.
Francisco Tozzi, que foi secretário da Saúde
de Milão, aceitou o convite de um amigo italiano,
pároco da cidade de Socorro, para vir morar no Brasil
e prestar assistência médica.
O Dr. Tozzi chegou em 1900 à Socorro, cidade do
interior de São Paulo.
A descoberta das
fontes
Em 1909, o Dr. Tozzi, fundador de Águas de Lindóia,
soube da história de um padre da cidade de Lyndoia,
vizinha à Socorro e Serra Negra, que havia sido curado
de um eczema de pele utilizando as águas que jorravam
a 28 graus de um morro denominado "Águas Quentes".
Após mandar analisar aquela água e confirmar
suas propriedades curativas, o Dr. Tozzi adquiriu as terras
ao redor das fontes e iniciou em 1910 a construção
das Thermas de Lindoya.
Os primeiros hotéis
As Thermas de Lindoya, construídas a partir de 1910,
eram formadas por três grandes casas, cada uma delas
com um refeitório e quartos enfileirados unidos por
um corredor. Apesar da estrutura simples, as construções
receberam nomes pomposos: Hotel Senado, Hotel Catete e Hotel
Câmara.
O Senado recebia os clientes mais pobres, enquanto que o
Catete era o que mais se assemelhava a um hotel, recebendo
os clientes de melhor posição.
O início do povoado
A construção das Thermas de Lindoya, em um
local muito distante para as condições de transporte
da época (1910), fez com o Dr. Tozzi precisasse prover
os operários de condições mínimas
de subsistência.
Desta forma nasceram as primeiras ruas, armazéns,
casas, farmácia, escola e consultório médico.
O Dr. Tozzi mudou-se com a família para o novo povoado
em 1914.
O engarrafamento de água mineral
As histórias de cura realizadas pelas "Thermas
de Lindoya" ganharam o Brasil, atraíam cada vez
mais pessoas e propiciaram o início do engarrafamento
de água mineral, em 1916.
Além de adquirida pelos clientes das Thermas de Lindoya,
a água era enviada à Serra Negra em carroças
por um produtor de vinho da região, e de lá seguia
para outras cidades.
O hotel que iniciou o ciclo turístico
Apesar do sucesso das "Thermas de Lindoya", o empreendimento
ainda exigia que o Dr. Tozzi aplicasse todos os recursos
financeiros obtidos com sua clínica. Isto significava,
em valores da época, cem mil réis por dia,
o equivalente a mais de 30 consultas de três mil réis
cada.
A solução encontrada pelo Dr. Tozzi foi a construção
de um hotel moderno, que atraísse pessoas de melhor
poder aquisitivo e que, de certa forma, subsidiassem a hospedagem
dos mais pobres nos outros "hotéis".
Em 1929 surgia o Hotel Glória (hoje, Grande Hotel
Glória), com um belo salão para refeições,
salão para refeições dietéticas,
salão de diversões, cozinha ampla, apartamentos
de 2 ou três quartos, água corrente, iluminação
elétrica, banheiros independentes e outros "luxos".
O novo hotel mudou a rotina do lugar realizando sofisticados
bailes com música ao vivo que terminavam precisamente às
22 horas, por ordem expressa do Dr. Tozzi e em prol da saúde
dos hóspedes! Nem mesmo o presidente da província
de São Paulo, Washington Luiz, mais tarde presidente
do Brasil, escapou do excesso de zelo do médico italiano,
e sempre resignou-se a encerrar suas danças no horário
determinado quando hospedou-se no Hotel Glória.
O hábito de fazer a estação
de águas
Muitos problemas de saúde tinham, naquela época,
como única solução a permanência
em um balneário, onde a ingestão de água,
a alimentação e a rotina diária era
acompanhada por médicos. Os hóspedes chegavam
aos balneários com receitas prescrevendo o período
de permanência - 10, 20, 30 ou até 60 dias.
Independente de prescrição médica, as
famílias programavam longos períodos de hospedagem
durante as férias. Fazer turismo e cuidar da saúde
eram praticamente sinônimos. Algo como fazer turismo
e fazer compras, nos dias de hoje.
Thermas de Lindoya era considerado um dos melhores balneários
do mundo e, sem dúvida, era o mais "badalado" da
região sudeste do Brasil, recebendo artistas e políticos.
O conforto do Hotel Glória, as festas e a freqüência
de personalidades ilustres, somados à fama das águas,
da comida e das crescentes histórias de cura, criaram
na época uma pergunta comum na sociedade paulistana: "você não
vai fazer a estação de águas de Lindoya?"
A visita de Madame Curie, Prêmio Nobel de Química
O trabalho do Dr. Tozzi atraíram a atenção
de Madame Curie, Prêmio Nobel de Química, que
realizava pesquisas na França sobre a radioatividade.
Madame Curie veio ao Brasil em 1928 e visitou as Thermas
de Lindóia.
A radioatividade foi o tema das conversas, porque anos mais
tarde descobriu-se que a água mineral de Águas
de Lindóia atingia 3.179 maches na escala radioativa,
contra 185 maches das famosas fontes de Jachimou na Tchecoslováquia
e 155 maches das fontes de Bad Gastein, na Áustria.
A radioatividade natural da água é extremamente
benéfica para o organismo, e Águas de Lindóia
possui, comprovadamente, a água mineral de maior radioatividade
em todo o planeta.
Águas de Lindóia e a Missão
Apolo 11
O Balneário Municipal exibe uma nota fiscal muito
interessante (NF no 20.218), emitida em 02 de abril de 1969,
três meses e meio antes do homem chegar a lua pela
primeira vez a bordo da Apolo 11. Segundo este documento,
foram embarcadas para Cabo Kennedy, a pedido da NASA, 100
dúzias de garrafas com 500 ml contendo água
mineral de Águas de Lindóia.
Algumas pessoas que trabalharam na empresa engarrafadora
naquela época confirmam a história e acrescentam
que a água enviada foi retirada da Fonte Santa Filomena,
que ainda jorra no Balneário.
O site da NASA comprova que a cápsula Eagle, onde
os astronautas Neil A. Armstrong, Edwin Aldrin e Michael
Collins fizeram a viagem, possuía dois reservatórios
para água, mas não especifica com qual água
eles foram abastecidos.
Os motivos que teriam levado a NASA a escolher a água
mineral de Águas de Lindóia são a baixa
acidez e rápida absorção pelo organismo.
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| DeLorean DMC-12 fabricado
no Texas, Estados Unidos na década de 80. |
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Encontro
Paulista de autos antigos
Em Águas de Lindóia acontece anualmente um dos maiores encontros
de carros antigos do Brasil. Sempre no mês de abril. Temos informações
que no Brasil só existe um veículo de marca
DeLorean DMC-12. Seu proprietário mora na cidade de São Paulo e
sua primeira aparição num encontro de automóveis antigos
foi no Encontro Paulista de Águas de Lindóia no ano de 2000,
e esse mesmo DeLorean foi testado pela revista Auto & Técnica logo
após este evento.
Fundação do Hospital Geral Dr. Francisco Tozzi
O Hospital Geral Dr. Francisco Tozzi – Santa Casa de
Misericórdia, nasceu do sonho de uma senhora chamada
Aracy Boucault Tortelli e um grupo de 24 sócios.
Dona Aracy era uma senhora dinâmica, cheia de entusiasmo,
corajosa, vendo a necessidade do povo de águas de
Lindóia, em relação à saúde
e preocupando-se também com os visitantes que não
tinham aqui nenhuma segurança, caso precisassem, resolveu
fundar o Hospital. Pediu terreno e ganhou da Família
Tozzi. Lutou, fez vários apelos pela Rádio
Mairink, do Rio de Janeiro, onde contava Histórias
de Águas de Lindóia. Abriu um livro chamado “Livro
dos Camelos”, significando esse nome, trabalho no deserto.
Em 1954 uma parte do Hospital já estava
construída e funcionava como Posto de Saúde.
No dia 12/08/1955 o Hospital já construído
foi doado para as Irmãs Franciscanas Missionárias
do Coração Imaculado de Maria, com a incumbência
de equipar e colocá-lo em funcionamento no prazo de
seis meses. E, finalmente após muita luta e determinação
no dia 05/02/1956 aconteceu a inauguração do
Hospital com a nova denominação Hospital Geral
Dr. Francisco Tozzi. Em vinte cinco de maio de 1972 foi acrescentado
em sua denominação Santa Casa de Misericórdia.
Portanto, é uma Entidade Civil, Filantrópica,
sem fins lucrativos, de caráter hospitalar.
A passagem secreta para Machu Pichu
e a pedra em hebraico
Uma história antiga diz que o Monte Sião, que faz a divisa entre Águas
de Lindóia e a cidade mineira de Monte Sião, possui um túnel
secreto que a interliga diretamente com Machu Pichu, no Perú.
Vários grupos de espeleólogos, os especialistas em estudo e exploração
de cavernas, já tentaram explorar o lugar e descobrir essa passagem. Alguns
aventureiros afirmam já ter visto a caverna ao fim de um abismo e coberta
por muita vegetação.
Monte Sião é também o nome de um famoso monte em Israel
e, curiosamente, foi encontrada uma pedra com velhas inscrições
em hebreu no Monte Sião brasileiro.
Os tropeiros e a lenda do sapo gigante
Uma lenda popular diz que os primeiros a usarem para tratamento
as águas de Águas de Lindóia foram
tropeiros do século XIX, que descobriram incríveis
poderes cicatrizantes.
Os tropeiros teriam espalhado essa notícia por outros
estados, atraindo os primeiros turistas.
Havia quem dissesse que o que curava não eram as águas,
mas sim um enorme sapo que morava próximo às
fontes e ajudava a curar os doentes que delas bebiam e se
banhavam. |