anúncios google
 

Colunas

roberto antonio barbosa

QUARTO CONTO. O reizinho e a serpente

Postado por roberto antonio barbosa em sexta-feira, 24 de julho de 2009

Havia uma pedra na beira do caminho. Jeitosa, convidava pra sentar gostoso.
A criançada, Jesus no meio, zoava por ali, sem ter quefazer.
– Oba! Um trono. Vamos brincar de rei? – propôs Jacó, apontando para a pedra.
Feito o sorteio,calhou para Jesus representar o rei.
Ele no trono. De cada lado cortesãos imaginários recebiam ordens e tratavam de cumpri-las.
– Fareis tudo que o Mestre mandar?
– Faremos de bom gosto!

– Apanhar aquela fruta na árvore!
– Buscar uma pedra no regato!
– Montar aquele jumento e trazê-lo aqui.
E lá se iam e sempre se riam e a tarde avançava e o mundo era bom.
– Você! Vá ver quem é o príncipe que vem carregado na estrada, naquela liteira.

A ordem era para o “ministro” Abraão.
Abraão vai e vem: “Jesus, é um menino quase morto, picado de cobra no pé, no pé do morro, lá adiante”.
"– No pé dele ou no pé do morro?". Jacó graceja, mas ninguém ri. E o mestre:
"– Façam o cortejo voltar pro lugar do azar, que eu sigo na frente; sei onde foi. O rei resolverá o problema.”
–?!¿?¡?¡??¿?¿¡!!¿¡??¿!?¿!¡?¿¡!

Os condutores levavam a vítima para morrer em casa. Mas os boatos correntes a respeito das proezas do Menino, fê-los voltar sobre seus passos. Será que? Não será? Que acontecerá? Sigamo-los.

Parado! Foi aqui. E apontou o lugar donde viera a serpente. Botem a vítima no chão.
Assim fizeram.
“– Serpente, aqui!” (O Menino mandou e o bicho compareceu, serpeando, aos seus pés.)
“– Pique de volta essa criança. Extraia-lhe todo o veneno. AGORA!” E estalou uma sonora palmada no ar: pá!
Dito e feito. A serpente extraiu o veneno. A vítima foi revivendo, aturdida, meioquespantada, meioquessorrindo, serelepe zás-trás, pondo-se, de pé.
Uns: milagre! Outros: feitiçaria! E a corte: Viva o Rei! Viivaa!

A cena segue.
“– Agora, peçonhenta, para o mato!”
Rastejou de volta, a víbora. Já na borda do mato, o Rei ataca firme, com o dedo em riste:
“– Morra!” E a serpente morreu no ato, secarreganhada na beira da estrada.
”– Viva o Rei viva o Rei viivaaa!”, estrondava a corte.
Foi assim.

Na Infância o Menino preferia salvar vidas de crianças. Ainda bebê, o fazia.
Dia desses, veremos isso.


Próximos contos.
Núm. 5. Os avós e a mãe do Menino – a árvore genealógica omitida na Bíblia.
Núm. 6. Nascimentos e proezas dos bebês sagrados: Zoroastro e Jesus.
Fantásticos. Aguardem.

(0) comentários | comentar | Ver na íntegra

TERCEIRO CONTO - Não matei ninguém!

Postado por roberto antonio barbosa em sábado, 20 de junho de 2009

TERCEIRO CONTO

3. Não matei ninguém!

Estava o Menino hospedado fora de Nazaré, vila em que morava. A fonte não diz que idade teria; nem se José, Maria, os irmãos e irmãs, essas cujos número e nomes ninguém conhece, o acompanhavam. As irmãs são tão desprezadas que nos evangelhos bíblicos ou apócrifos ninguém, nem Jesus! jamais as menciona. Ninguém conhece seus número e nomes. Aqui supomos que ele tivesse 10 anos e estivesse acompanhado dos pais, aos quais era, como se sabe, bastante insubmisso. Assim agindo, fazemos como fizeram os copistas que alteraram os textos originais "milhões" de vezes, segundo Bart D. Ehrman, Ph.D em Teologia pela Princeton University, Diretor do Departamento de Estudos Religiosos da University of Nort Carolina, Chapel Hill, em seu livro “O que Jesus Disse? O Que Jesus não Disse”, Editora Prestígio, página 100, campeão de vendas nos Estados Unidos. Assim como a maioria das alterações, estas não desmerecem em nada a estória.
Dito isso, vamos ao ponto.

Certo tarde, brincava ele com outros garotos. Fim do folguedo, cada qual rumou pra sua casa. Contudo, na casa de um deles, Samuel, vulgo Samu, não chegava, não chegava... Que acontecera? A família investiga junto aos garotos. Sem sucesso. “Pensamos que houvesse voltado pra casa no meio da brincadeira, sem nos avisar.”

Vasculhada a área, oh, desgraça! Numa ribanceira Samu jazia sem vida. Queda feia! Foi aquele rasgar de roupas pelos parentes e amigos desesperados, a jogar terra na cabeça, como faziam os judaístas* de então em situações que tal. Hoje tais práticas simplificaram-se muito.

O rabino, fazedor de justiça, reúne os garotos numa sala. Jesus, como fosse forasteiro, fica de fora. Quem empurrou Samuel? Briga, acidente? Falem. Ah, não falam. Trancarei a sala. Culpado existe. Se não aparecer, jamais sairão. Nada de água ou comida. Nem esteira. Durmam no chão. Ninguém os socorrerá. Ninguém! Onde já se viu? Volto mais tarde, a ver como ficamos. Safa!
Dito e feito.

Apavorados, os meninos planejam. “Não dá para inventar ser um de nós, mesmo que quiséssemos. Mas e Jesus? Não é daqui. Logo partirá com os pais. Vamos acusá-lo? Mas ninguém pode pular fora. Será o bode expiatório, da Sagrada Escritura”. Concordaram. “Um por todos, todos por um!” (A frase, séculos depois, na França, veio a ser lema dos mosqueteiros, espécie de fuzileiros do Rei, segundo o estoriador francês Alexandre Dumas). Diziam que o Menino era muito inteligente, fora de série. Não se apertaria. Haveria de dar um banho no rabino. “Vocês vão ver!”

Cena imediatamente seguinte. Julgamento. O rabino manda. Réu num canto, garotos noutro. Os parentes do finado a penarem dum lado; Maria e José, doutro. Duas famílias desesperadas. Desgraça! Desgraça!

Fala o rabino. Você, Jesus, é acusado de haver empurrado Samuel, provocando sua morte. Terá sido sem querer? Que diz em sua defesa? Não fui eu! As testemunhas, unânimes: foi; nós vimos. O juiz pra Jesus: São todos contra você. Tem testemunha a seu favor? Tenho. Espanto geral. Quem? E o réu: “SAMU”. Pô, essa não! – superespanto, alarido. O juiz: Repita. Jesus, silabando impávido: “SA-MU-EL”. Ah, é? Logo veremos.
Fiel à norma do direito de defesa, já existente, manda seu auxiliar, que hoje se diria meirinho ou oficial de justiça, buscar! a testemunha. O velório era perto. Vai o meirinho e volta acompanhado, sim senhor, de Samuel. Es-tu-pe-fa-ção. (Seria caso de letargia?**)

Um OHHH! estrondoso, ribomba redondo, como bomba que risse. A assistência é um só riso. Os pais de Samu, rindo que chorando, a beijá-lo. O alarido cresce: milagre, milag.../ “SILÊNCIO! ORDEM!" (é o rabino). "Que fale a testemunha”. Samu, logo se desincumbe: “Não foi ele. Perdi o equilíbrio à beira do barranco e despenquei, sem que houvesse alguém por perto.” Falou e disse. Recrudesce o alarido. Loucura. Deus é pai! Viva o Senhor das alturas. Viv.../ E o rabino: “SILÊNCIO. ORDEM!”. Que silêncio, que ordem, que nada. Depois dessa, o que se faz é festa.

Maria e José se entreolham. Mais uma! exclamam baixinho. Arre! (Não se acostumavam. Desde o berço era susto sobre susto, espanto sobre espanto. Em Nazaré, o povo vivia sobreassustado.)

Justiça feita, a família do revivido, enternecida, acerca-se de Jesus, a lhe agradecer. “Não seja por isso. Samuel cumpriu seu dever; mas continua na dele: vejam” – e aponta com o queixo o corpo esticado no chão, donde é levado, a seguir, para o lugar donde viera. O velório prossegue. E o conto termina.

* Judeu não é sinônimo de judaísta, embora dicionários digam que sim. É quem nasce de pais judeus ou, desde 1947, de apenas mãe judia. Judaísta é o adepto da religião mosaica (os dicionários omitem esse termo, derivado da palavra Moisés). Há judeus adeptos doutras religiões e os há ateus, eruditos e cientistas de fama internacional.
** Segundo o Houaiss, dicionário, letargia significa: “estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir”.
______________________________

Próximo conto, n. 4: O Reizinho de Faz-de-Conta e a Serpente Obediente.
Depois, conto n. 5: A árvore genealógica do Menino,referida na Bíblia com erro despercebido de todos os biblicistas.

(2) comentários | comentar | Ver na íntegra

PERALTICES E PROEZAS DO MENINO JESUS. Estórias que a Bíblia não conta

Postado por roberto antonio barbosa em sexta-feira, 27 de março de 2009

Prodígios do menino-deus relatados, entre outros, por Pedro, co-fundador da Igreja, que, dizia, a ouvira de Maria-mãe. As idades sempre desconhecidas, são supostas,

O autor relata algumas das peraltices e proezas fantásticas do menino Jesus, próprias da idade. Resultaram do enorme poder que haveria de possuir, revelado também, com igual força, na maioridade, segundo as pitorescas lendas bíblicas. Participam de alguns,de modo fantástico, Maria e José. As fontes, alguns dos evangelhos paralelos,ou apócrifos(eram cerca de cem, sobraram poucos), apontam-se a cada passo.
A ver.

1. O encanto dos bonecos

Certo dia o Menino, aos oito anos, brincava, com amiguinhos, de esculpir em barro. Quadrúpedes e pássaros faziam. Cada qual se gabava de ser o melhor artífice. Mas ninguém convencia ninguém de que o fosse. Páreo duro. Olha o meu! Beleza é isso! Então Jesus disse-lhes:
– Aos bonecos que fiz, ordenarei que se movam e obedecerão. Vejam.
E foi o que viram.
Aos quadrúpedes, mandava andem! e andavam; parem! e paravam. Aos pássaros voem! e voavam; desçam! e desciam. A todos ordenava que comessem gramíneas e bebessem água - e a coisa acontecia.
Imagine-se a reação da garotada. Loucura.

Então corria o boato de que o Menino fazia coisas maravilhosas já no berço. Bebê-deus, realizava proezas semelhantes à do bebê Zoroastro, que viria a criar os conceitos básicos dos judaísmo, cristianismo e islamismo - aquele que nasceu gargalhando na Pérsia, onde hoje fica o Iraque, 660 anos antes do Menino Jesus. (Essa fábula poderá ser contada mais pra frente, se algum comentarista pedir.)

Chegados em casa, os garotos, claro está, correram a contar a proeza do Menino. É tudo verdade. Nós vimos! E os pais: É feitiçaria. Cuidado! Não andem mais em sua companhia. Quando ele aparecer, fujam sempre. Fujam!
Tempo depois as crianças, sendo levadas pelas mães a fugir à companhia do Menino, foram por ele transformadas em ovelhas. Bem feito! (Ou não? Adiante veremos.)

Tudo isso é contado, com outras palavras, no “Evangelho Árabe da Infância”, capítulo XXXVI, livro publicado em 1677, derivado de outros muito mais antigos. Seu autor teria sido Pedro, baseado em relato de Maria. É considerado como sendo o quinto das dezenas de evangelhos existentes antes de a Igreja haver dado sumiço nos que pode, como resolução do Concílo de Trento, sem supor que séculos depois sobreviesse a recuperação desses ora recontados.
A respeito do contado, cabe considerar que, sendo Jesus deus, a crer nos evangelhos bíblicos, desde a Infância o seria. A fábula faz sentido. Uma vez, dizem o papa e outros, Deus fez um boneco de barro, soprou-lhe as ventas e foi o que se viu. Adão, aquele que não teve umbigo nem infância!, saiu andando. Numa boa. Tal pai, tal filho.
No Direito há um preceito que diz: “quem pode o mais, pode o menos”.

2. A transmutação. Bem feito!

Noutro dia, conhecendo que Jesus vinha para brincar com seus filhos, soltos por ali, as mães os fizeram esconder na casa duma delas. O Menino, chegando, perguntou-lhes pela turma. Não sabiam. Contudo, o alarido contido das crianças lhe chegava aos ouvidos. Então ele, da porta da casa, lhes gritou que saíssem. Dela porém, saíram, a brincar, saltitantes ovelhas em que eles haviam se transformado. Mães em desespero. Pediam em vão, por piedade. Somente quando delas ouviu Deus, me acuda!, o que deve haver ocorrido, o Menino - agora o pedido lhe dizia respeito - desfez o malfeito. E tudo acabou bem.

(Próximo conto: "Não matei ninguém!")

Nota. O autor, residente em Águas de Lindóia, quando, fiel aos costumes universais, aumenta ou omite um ponto ao recontar, jamais altera a essência da fábula. Espera ser criticado em caso de erro, para os aperfeiçoar e prosseguir contando. Assunto não falta!

(5) comentários | comentar | Ver na íntegra

A Mais Web - Site | Empresa | Portais | Clientes | Fale Conosco | Trabalhe Conosco
Portais A Mais Web - Águas de Lindóia | Amparo | Lindóia | Monte Sião | Serra Negra
Publicidade - Banners | Comércio | Hotelaria | Gastronomia | Imóveis | Lazer | Moda | Saúde

© Copyright 2004, A MAIS WEB INTERNET - Todos os direitos reservados

muito mais da web para você